Os "stims" são movimentos repetitivos que muitas vezes estão associados ao espectro autista. 
A maioria dos "stims" são benéficos e inofensivos, e ajudam o cérebro a organizar estímulos, reduzir sobrecarga e manter algum equilibro interno.

Alguns dos stims mais vistos são:

* balançar o corpo
* andar de um lado para o outro
* balançar os dedos
* stims verbais
* pigarrear
* girar
* flexionar os dedos
* se mexer inquietamente (fidgeting)

O stimming pode ajudar a desenvolver e manter amizades e conexões entre as pessoas autistas, pois é uma forma de expressão emocional, comunicação, autocalmante, distração cognitiva, regulador emocional..
O problema não é a pessoa autista fazer comportamentos de stimming, é a forma como ele é interpretado. Interromper ou suprimir esses comportamentos, especialmente quando não há risco, pode piorar a autorregulação e gerar sofrimento e estresse desnecessário. 

Nem todo comportamento precisa ser corrigido! 

O que acontece muitas vezes, por medo do julgamento alheio, é justamente essa interrupção. 

Até existem tratamentos para reduzir ou parar os stims, mas isso precisa ser avaliado caso a caso com os profissionais da saúde, pois, a parada desses comportamentos pode impactar negativamente na clareza e saúde mental, produtividade, autonomia e bem-estar da pessoa com transtorno do espectro autista.